Como foi crescer dentro do Emaús?

Que convite especial para escrever este post… Um convite que traz consigo uma viagem no tempo cheia de emoções!

Bom, meu nome é Sara, tenho 20 anos e fiz o 97º Curso de Emaús Feminino, em 2015. Contudo, minha história com Emaús começou antes mesmo de eu nascer – se é que é possível!

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Sou a caçula de três filhos, meus irmãos têm 19 e 17 anos a mais do que eu! Tudo começou quando minha irmã Alessandra fez o retiro de Emaús.

Logo após o curso, ela mergulhou de cara no movimento! Participando de tudo que podia e mais um pouco, estava realmente apaixonada pelo Emaús. Meu irmão começou a participar logo depois dela, também voltou super empolgado do curso e entrou direto em um grupo. Só faltavam meus pais.

Então nasceu a ideia da minha irmã de se juntar com amigos do grupo para combinaram de convidar seus pais a criar um grupo de casais. E deu certo! Assim nasceu o grupo de casais Sagrada Família.

Foi em meio a essas entradas no movimento que eu nasci. E nunca perdi a oportunidade de me juntar nas fotos de grupo quando as reuniões aconteciam lá em casa!

Foi de 2004 para 2005 que comecei a “participar” mais das atividades do Emaús. Meu pai foi diagnosticado com câncer em estado já avançado, teve que ser internado inúmeras vezes. Como minha mãe o acompanhava, era com minha irmã que eu ficava. Ela estava muito ativa no movimento: me levou em escolinhas missionárias, reuniões e, o que mais me marcou, a Encenação da Paixão de Cristo, que ela coordenava na época. É impressionante como certos momentos marcam na memória de um jeito que, se fechar o olho, consigo me ver colorindo desenhos nas escadas da igreja do CAP, durante os ensaios da encenação. Foi quando ganhei meu primeiro papel: povo! Eu amava participar, me sentia muito importante.

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Quando na vida passamos por momentos difíceis, pode ser desafiador enxergar o lado bom e a proteção de Deus conosco, mas é nas dificuldades e nos desafios que crescemos. Deus nunca nos deixa sozinhos em momentos difíceis. Às vezes manda pessoas que realmente são como presentes, amigos que deixam a situação mais leve e fácil de encarar. Bom mesmo são amigos por Ele enviados que permanecem a vida toda, como as amigas de Emaús da minha irmã, que me abraçaram como irmã mais nova na época de doença e falecimento do meu pai e seguem ainda na minha vida como grandes amigas.

Daquele ano em diante, acho que participei de todas as Encenações, e sinto que alimentam muito minha fé. Em meados de 2014, no entanto, tive contratempos que me deixaram muito para baixo e desanimada. Assim, quando chegou a encenação de 2015 decidi que não ia participar, pois não estava muito bem. Até que, um dia, recebi uma ligação de uma grande amiga, Monique, que no momento dirigia a Encenação, a me fazer um convite especial para participar, falando que me faria tão bem que me animei e aceitei. Creio que aquele tenha sido o SIM que mais marcou minha vida! A energia do ensaios e das pessoas do movimento me alegraram de uma forma inexplicável. Senti o espaço que faltava em meu coração começar a se preencher.

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Na Sexta-feira Santa após a Encenação, tive a certeza de que não queria mais participar do Emaús apenas nas Encenações, mas que queria viver o Emaús por completo! Eu queria fazer o retiro! O único problema é que eu tinha apenas 15 anos… Mas a sede mergulhar nas coisas de Deus que senti naquele dia me deram coragem para tentar me inscrever antes de completar a idade mínima para o curso. Dito e feito! Porém não foi daquela vez… O 96ºEmaús Feminino aconteceu em um feriado, então foram muitas inscrições e, como eu não atendia a um dos critérios, foi dada a prioridade para outras meninas. Quando recebi a notícia de que não poderia subir, fiquei triste por um momento, não por não ter sido escolhida, mas por ter que esperar mais um pouco para o próximo. Afinal, eu já tinha decidido que queria participar do movimento, estava nas mãos de Deus escolher o momento certo do meu retiro. Mas não fiquei parada, não queria deixar a chama esfriar: ingressei no grupo São Francisco de Sales e no Departamento de Cantores. Nos encontros do grupo, dos cantores e em todas as atividades do movimento, cada vez tive mais certeza de que queria concretizar o Emaús em minha vida fazendo o retiro.

No começo deste depoimento, falei que minha história com Emaús começou em 1997, lembra? Então, como não acredito em coincidências, mas sim nas graças que Deus prepara para nós, me senti agraciada ao saber que fui escolhida para fazer o 97º Emaús feminino.

Em uma quinta-feira de Agosto de 2015, lá estava eu no CAP, esperando ansiosamente para ir ao tão desejado Morro das Pedras e participar do tão sonhado retiro de Emaús.

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Depois daqueles dias no curso, era impossível voltar sendo a mesma pessoa. Minha vida mudou totalmente, para melhor! Passei a participar com ainda mais amor e empolgação das reuniões de grupo e dos ensaios de cantores, não perdia por nada! Melhor do que ir para o retiro de Emaús como cursista, é subir como monitora. Impressionante como voltamos realizados e transbordando ao ver meninas sentindo o amor de Cristo e se encontrando no caminho d’Ele. Ver a conversão de alguém é uma das coisas mais belas na vida, é como se converter de novo e de novo.

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Entre muitos presentes que o Emaús já me deu, o mais especial foi encontrar alguém com a mesma fé, os mesmos princípios e o mesmo desejo de ser melhor a cada dia, para chamar de namorado. Em um curso que trabalhei em 2016, ouvi sua mãe empolgada ao dizer: “meu filho vai fazer o próximo retiro masculino!”. Mal sabia eu que, 1 ano depois, ele seria meu namorado. Provavelmente se eu não tivesse sido apresentada ao Emaús tão cedo, não teria feito o retiro com a idade que fiz e talvez nem teria conhecido o Tiago… Hoje,  acredito que juntos temos mais fé e auxiliamos no crescimento religioso um do outro. Participamos do grupo de namorados São Valentim e pretendemos levar a fé e o Emaús para nossa futura família.

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O sentimento é de gratidão por ter sido apresentada ao Emaús tão novinha. É como se fosse um presente: uma flor, que ganhei enquanto ainda era um botão e que teria que esperar um tempo para vê-la de verdade, e às vezes lidar com uns espinhos para vê-la florescer… Mas quando ela aparecesse, traria tanta alegria que mudaria minha vida. Esse é o Emaús para mim.

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Sara Dias

Sara Dias, grata pelo passado, apaixonada pelo presente e o futuro a Deus pertence ❤️

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