Qual a importância da música na minha vida de fé?

Olá, meu nome é Daniela, tenho 25 anos e participo do Movimento de Emaús em Florianópolis desde 2016.

Minha história com a música começou quando eu ainda era criança. Lembro-me de ter uns 7 ou 8 anos de idade quando implorei à minha mãe para que me inscrevesse nas aulas de piano do meu colégio em Joaçaba – minha cidade natal, admirada pela possibilidade de aprender diversos instrumentos.

Acabei fazendo teclado, pois era mais acessível para os meus pais. Enquanto ainda frequentava essas aulas, decidi estudar piano e violão, pois a vontade de cantar sempre me acompanhou.

Formei-me em teclado pelo Conservatório de Concórdia, fiz vários anos de aula de piano e dois anos de violão antes de me mudar para Florianópolis, onde moro até hoje.

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Por ser muito tímida, eu sempre mantive todo esse talento dentro de mim.

Quando eu treinava alguma peça para as aulas ou uma canção da qual eu gostava muito, fazia questão de que estivesse sozinha. Passei anos cantando e tocando apenas para mim, nem para os meus pais eu me apresentava, logo eles que sempre me incentivaram a continuar nesse caminho.

Música após música, nada me satisfazia por completo, em nenhum dos instrumentos, em nenhuma melodia. Sempre faltava algo. Essa busca por algo mais se estendeu tanto que passei um ano na França através de um intercâmbio da universidade, já que além da minha vontade de viajar, queria buscar um sentido para minha vida.

Logo depois que retornei quatro anos atrás, através de um convite insistente por parte da minha irmã, foi pelo movimento de Emaús que algo me despertou!

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Um chamado de Deus, apesar de ainda desconhecer esse termo e seu significado. Por curiosidade, decidi participar desse grupo de jovens que se reuniam todo sábado para cantar na missa, sem conhecer ninguém nem saber o que eu deveria fazer, fui inteiramente de cabeça e coração abertos.

O casal responsável pelo grupo na época me acolheu com muito amor e carinho e eu me senti em casa longe da minha cidade, realmente à vontade, onde eu podia mostrar meus talentos e desenvolvê-los, sem ter medo de ser julgada por alguma falha.

Então, foi aí que começou minha jornada nas músicas católicas, um hábito totalmente novo para mim. Inicialmente, meu objetivo era ampliar meu repertório de canções para tocar em diversas atividades em que somos requisitados.

Mas, ao longo dos anos, conforme me tornava mais engajada no Movimento, passei a escutá-las com outros ouvidos. As missas, adorações, reuniões de grupo e palestras promovidas pelo Emaús, de um modo geral, me ajudavam a entender os fundamentos da minha fé de uma forma mais teórica, enquanto que as músicas eram que tocavam meu coração, que me faziam preencher cada vez mais aquele vazio que estava ali há muito tempo.

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Esse processo de conversão diário foi muito difícil, ainda hoje muitas vezes eu não entendo muito do que as pessoas falam e não sei como me sentir em alguns momentos. É aí que a música age de uma maneira diferente em mim, ela é capaz de traduzir o que as palavras não conseguem.

Todas as vezes que a chama da minha fé oscila, é a música que me traz de volta, essa vontade de espalhar o amor de Deus e de me sentir amada por Ele. Assim como eu sou tocada com algumas canções que escuto, eu quero poder transmitir o mesmo sentimento às outras pessoas.

Aos poucos, a timidez foi diminuindo, as aulas de canto me ajudaram muito nesse sentido. Frequentemente, ainda lido com a ansiedade e a autocrítica, por medo de errar ou desafinar. Então eu lembro sempre que Ele está comigo em todos os momentos. Como diria um grande amigo:

“Se você desafinar, o Espírito Santo afina no ouvido dos outros”.

A música foi um portal de entrada para um mundo maravilhoso, onde eu conheci pessoas sensacionais, amigos para a vida inteira, que me incentivam todos os dias a ser alguém melhor, a exemplo de Cristo.

Foi a partir dela que eu conheci uma vida nova! Aprendi nesse tempo – muito em parte pelos atuais coordenadores dos cantores, casal exemplo de amor e dedicação em serviço a Deus -, que o importante não é a perfeição técnica ou a beleza das vozes, e sim poder transmitir todo o amor com que Ele nos ama através dos nossos dons, vindos da Sua graça. É poder, pela música, dar um gostinho na Terra de como é o Céu.

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Que bênção poder ser instrumento de Deus na conversão das pessoas através de um dom tão belo e verdadeiro!

Estou longe de ser uma grande instrumentista, cantora ou exemplo de cristã para alguém, todos temos nossos defeitos e limitações, mas acredito que se tudo que fizermos vier do coração, já vale muito para Deus.

“Porque dEle, por Ele, e para Ele são todas as coisas […]” – Rm 11,36

Shalom!

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Daniela Pitol Maestri

Graduada em Engenharia Civil e estudante de Arquitetura e Urbanismo, apaixonada por música e artes

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