Como componho músicas Católicas?

Olá! Sou Vitor Stahelin e participo do Movimento de Emaús em Floripa.

Antes de começar a descrever todo o processo de criação, gostaria de lembrar que não há uma regra ou uma fórmula pronta para compor. Há quem diga que ela exista, mas para mim não funciona.

Se eu começar agora, neste momento, a compor uma música por somente querer, garanto que dificilmente terei um resultado satisfatório, pois, antes de tudo, é preciso descer sobre nós, algo que é essencial para qualquer processo de construção de uma arte, que é a famigerada INSPIRAÇÃO. Hoje chamo ela por outro nome: ESPÍRITO SANTO.

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Hoje não me resta dúvida de que as canções que compus, que, de alguma forma, tocaram o coração de algumas pessoas, foram completamente inspiradas pelo Espírito Santo. Mas, e como ele age?

Aí que se quebra a ideia da fórmula para compor, pois o Espírito Santo age por formas diferentes: Seja por uma letra que ele plantou em nossa mente ou alguma melodia.

 

Lembro que, há uns 3 anos mais ou menos, quando compus minha primeira música, antes mesmo de eu ter feito o curso de Emaús e ter me convertido, me veio uma melodia e uma letra na minha mente, de um verso só. Estava na casa de minha avó, em São Pedro de Alcântara, e , com o violão nos braços, veio-me na cabeça a frase em inglês junto com a melodia: “There is a place here on my mind”.

Se formara, então, o princípio da minha primeira música, que ficou em stand-by por cerca de três meses. Sabia, entretanto, que este início de música tinha seu potencial. Foi aí que um dia, inspirado novamente, pensei: vou terminar aquela música. Sentei, então, no sofá com meu violão e com o celular para anotar a letra e a cifra, e o restante da música veio naturalmente. Com certeza a música não teria surgido sem o primeiro “There is a place here on my mind”.

Ao longo de 1 ano e meio, mais ou menos, compus algumas canções mundanas, até que algo extraordinário aconteceu na minha vida. O retiro do Emaús resultou num processo crescente e exponencial de profunda conversão na minha vida e de transformação. Foi a partir deste fim de semana divino que pude conhecer, de fato, quem era Cristo, qual foi seu propósito, e passei a amá-lo com todas as minhas forças.

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Comecei a participar, então, mais ativamente no movimento de Emaús, indo a reuniões de grupo, escolas missionárias, eventos, e contribuindo no departamento de Cantores, onde pude me aprofundar ainda mais no conhecimento musical, e conhecer inúmeras lindas canções, as quais despertaram-me o interesse de escrever músicas de cunho religioso.

E foi com essas músicas que descobri que o Espírito Santo está sempre comigo compondo. Na verdade em uma delas em específico, acredito que foi 100% Ele, compondo todas as partes da música.

Neste ano (2020), fui chamado para apresentar uma live de músicas Marianas, com cantores representando os secretariados de Emaús de Joinville, Florianópolis e Brusque, os quais compõem o Emaús Regional Sul II.

Uma semana antes da live, me veio um chamado a compor uma música Mariana. Com certeza foi o próprio Espírito Santo que me chamou. Fui, então, ao meu quarto, peguei o meu violão, e olhei a imagem de Nossa Senhora com Menino Jesus no colo, que ganhei de presente do Professor Carlos Martendal em uma de suas palestras no Curso de Emaús.

Ao olhá-la, logo me veio na cabeça: “Mãezinha, tua imagem me trouxe a lembrança”. A partir daí a letra foi vindo na minha mente com muita naturalidade, que, com toda certeza, não foi do simples e mortal Vitor. Sei disso porque existem partes da letra que eu nunca imaginava em escrever.

Do mesmo jeito compus a canção Espelho Da Santíssima Trindade (Cântico de Núpcias). Na semana em que a escrevi, estava participando de um curso online sobre Teologia do Corpo, e vi, numa terça feira a noite, uma live no Instagram do professor Carlos Martendal, também sobre o mesmo assunto. Ele citava partes do Cântico de Núpcias, as quais me encantavam e me inspiravam.

Logo após a live do professor, o Espírito Santo tomou conta de mim e fui pegar o violão. Peguei também minha Bíblia e abri-a no Cântico de Núpcias. Com um papel e uma folha, fui escrevendo, então.

Portanto, acredito que, o “Start” para compor uma música tem que ser a inspiração. Sem ela a gente trava. A partir dela, um pouco de conhecimento sobre campos harmônicos já é o suficiente para a ideia sair da cabeça para o papel, em forma de cifra, e para o violão em forma de música.

Tal conhecimento veio com a experiência de tocar na igreja, treinar em casa. Fui percebendo ao longo do tempo que as músicas tinham uma certa sequência de notas que se repetiam. Aí estudei um pouco de campos harmônicos, mas nada muito a fundo, o que me deu a possibilidade de construir sequências de acordes que se completassem com a melodia que eu tinha em mente.

Muito obrigado!

Para os que se interessarem, segue um link para acessar as músicas:

https://soundcloud.com/user-117096105

Até a próxima!

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Vitor Marques Stahelin

Estudante de Medicina na UFSC, namorado da Amandinha, gosto de compor e produzir músicas católicas.

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